Hand of Hope

Uma aula na história


 

Dave Meyer

História é a descrição de fatos, particularmente daqueles que dizem respeito a nações ou estados; é a narração de eventos na ordem em que apareceram, com suas causas e efeitos.

Sem dúvida, conhecer a verdadeira história da nossa nação é imperativo. Os fatos do nosso passado nos dizem muito sobre o nosso presente e são os passos lançados para o nosso futuro. Nossos antepassados e a maioria dos americanos que viveram durante os séculos XVII e XVIII estavam completamente cientes disso e fizeram claramente com que o conhecimento da nossa história fosse perfeitamente transmitido de geração em geração.

 Woodrow Wilson, o 28o presidente dos Estados Unidos, declarou: “A América foi criada uma nação cristã. A América foi criada para ser exemplo da devoção para com os elementos de justiça, derivados das revelações das Escrituras Sagradas”. O presidente Wilson também declarou: “Uma nação que não se lembra do passado não sabe do presente, nem sobre o que está para ocorrer. Nós estamos tentando fazer uma coisa fútil se não soubermos de onde viemos e como somos…”.

De forma interessante, a proposta principal do dia de sábado para os Israelitas, de acordo com Deuteronômio 5:14-15, era recontar a história deles – para que se lembrassem seriamente de que eram servos na terra do Egito e o Senhor os trouxera com Sua mão poderosa e Seu braço estendido. De forma similar, a narração da história da América foi, uma vez, prática regular nas escolas de domingo, assim nos dias tradicionais de sábado em casa. Pais e avós contavam a história para suas crianças no domingo de como a mão de Deus era vista nas casas, na igreja e na nação deles. Desafortunadamente, isso é seriamente desprezado na América hoje.

Satanás é um grande enganador, e uma das suas missões favoritas é tornar os homens ignorantes. Karl Marx, um pioneiro devoto do comunismo, propagou a idéia de que, tirando-se a herança (tradição, crenças, legação) de uma nação, as pessoas serão facilmente persuadidas. Educadores renegados, como Charles, Mary Beard e Fairfax Downey, apreenderam da filosofia de Marx e, lentamente, começaram a remover cada traço da nossa herança cristã dos livros de história. Agora, estamos colhendo os resultados de gerações ignorantes.

Estudar, literalmente, significa dirigir a mente ou os pensamentos para determinado assunto... para a proposta de aprender o que não foi conhecido anteriormente.

A verdade é que não podemos entender a história sem entender a providência divina – o cuidado e a superintendência de Deus sobre Suas criaturas. George Bancroft, historiador bem conhecido na história da América no século IX, disse: “Providência é a luz da história e a alma do mundo. Deus está na história, e toda a história tem unidade porque Deus está nela”.

Muitos educadores modernos rejeitam a visão providencial da história. Eles querem que o público em geral acredite que suas promoções de várias visões seculares da história sejam simplesmente a recontagem dos fatos. O que eles falham em nos contar, no entanto, é que suas próprias crenças humanísticas e doutrinas religiosas determinam-lhes escolher pessoas, lugares, princípios e eventos dos quais se deve falar. Eles falham em comunicar que uma demonstração neutra e imparcial da história é impossível; a visão do mundo pelos historiadores irá sempre influenciar e determinar sua perspectiva.
 
Não há muitas interpretações das Escrituras nem há muitas interpretações da história, declara 2 Pedro 1:20-21. Existe realmente somente uma visão correta – a visão de Deus. Deus é o Autor das Escrituras e da história e, então, Sua interpretação e Sua perspectiva estão corretas. Em 1876, o reverendo S.W. Foljambe declarou esta verdade de forma excelente, definindo história como “a autobiografia dEle ‘o qual operou todas as coisas após o conselho da Sua vontade’ (Efésios 1:11) e o qual está graciosamente determinando todos os eventos após o conselho do Seu Cristo, e rei de Deus na terra. Esta é a Sua história.” As Escrituras confirmam essa verdade de modo inquestionável.

 Somente antes de os Israelitas atravessarem para a Terra Prometida, Moisés lembrou-lhes que não esquecessem a história do que Deus fez no meio deles. Deuteronômio 4:9 diz: Mas tenha cuidado! Seja cuidadoso e não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto. Não deixe essas memórias se apartarem da sua mente todos os dias da tua vida! E as farás saber a teus filhos, e aos filhos de teus filhos. (NLT)

Relembrar significa sustentar ou manter na mente; preservar a memória de; preservar de ser esquecido.

Quais eram as conseqüências de o povo de Israel se esquecer da história deles? O Salmo 78:11 diz que Israel … esqueceu-se do que (Deus) fez – as grandes maravilhas que lhe fizera ver (NLT). Após recontar a visão geral da história deles, o verso 33 declara que Deus … finalizou suas vidas no fracasso, seus anos no terror. (NLT)

Deus declarou por intermédio do profeta Oséas que somos destruídos pela falta de conhecimento (veja Oséas 4:6). George Santayana, filósofo americano, ensaísta e poeta, colocou isso desta forma: “Aqueles que não podem relembrar o passado são condenados a repeti-los”.

Até que haja respiração tranqüila em nossos pulmões, ainda há chance de clamarmos a Deus por misericórdia e ver as coisas se transformarem. O Salmo 78:3-8 instrui que podemos aprender as histórias da nossa verdadeira história e passá-las para nossas crianças e nossos netos. Por quê? Para que cada geração pusesse sua esperança em Deus, não se esquecendo das Suas obras milagrosas e obedecendo aos Seus mandamentos. Depois eles não serão como seus ancestrais – teimosos, rebeldes e infiéis, recusando a dar o coração a Deus. (NLT)

Thomas Jefferson proclamou: “… informar (cidadãos) do passado irá torná-los capazes de julgar o futuro; Ele vai beneficiá-los com a experiência de outros tempos e outras nações; vai qualificá-los como juízes das ações e planos desonestos do homem; vai permitir que eles vejam a ambição por trás de cada disfarce e, vendo isso, poderão derrotar essas visões”.